quinta-feira, 7 de outubro de 2010

MISTÉRIOS DA LUZ (OU LUMINOSOS):


1º MISTÉRIO DA LUZ: Meditemos sobre o Batismo de Jesus no rio Jordão.

“Em Cristo não havia pecado, mas Deus colocou sobre Ele a culpa dos nossos pecados para que nós, por seu intermédio, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Cor 5,21). Assim, enquanto Cristo desce à água do rio como inocente, o céu se abre e a voz do Pai proclama-o Filho muito amado (cf. Mt 3,17), ao mesmo tempo em que o Espírito vem sobre Ele para investi-lo de poder na missão que o espera. Deste modo, no batismo de Cristo manifestou-se o mistério da Santíssima Trindade, e os fiéis, ao receberem o Batismo, ficam consagrados pela invocação e virtude da Trindade Beatíssima. Igualmente o abrir-se dos céus significa que a força deste sacramento, a sua eficácia, vem de cima, de Deus, e que por ele fica expedida para os batizados a via do Céu, fechada até então pelo pecado original (cf. Lc 3,21).
“A efusão do Espírito no batismo introduz o crente como ramo na videira que é Cristo (cf. Jo 15,5), o que constitui membro de seu corpo místico (cf. 1Cor 12,12; Rm 12,5). Se o batismo é um verdadeiro ingresso na santidade de Deus pela inserção em Cristo e da habitação do seu Espírito, seria um contra-senso contentar-se com uma vida medíocre, pautada por uma religiosidade superficial”;


2º MISTÉRIO DA LUZ: A auto-revelação de Jesus nas Bodas de Caná.

O primeiro milagre em Caná da Galiléia constitui um passo decisivo na formação da fé dos discípulos. Maria foi chamada por Jesus como “Mulher” neste primeiro milagre e outra vez no Calvário. Entre esses dois acontecimentos da vida de Jesus, Caná e o Calvário, há várias analogias. Situam-se um no começo e o outro no fim da vida pública, como para indicar que toda a obra de Jesus está acompanhada pela presença de Maria Santíssima. O seu título de Mãe adquire ressonância especialíssima: Maria atua como verdadeira Mãe de Jesus nesses dois momentos em que o Senhor manifesta a Sua divindade. Ao mesmo tempo, ambos os episódios assinalam o especial interesse e desvelo de Maria Santíssima pelos homens: Em Caná da Galiléia ela intercede quando “ainda não chegou a hora”; no Calvário Maria oferece ao Pai a morte redentora de seu Filho e aceita a missão que Jesus lhe confere de ser Mãe de todos os crentes, representados por João, o discípulo amado (cf. Jo 2,3).
A palavra “Mulher” é uma clara referência ao triunfo da mulher e da sua linhagem sobre a serpente (cf. Gn 3,15). Efetivamente, na morte de Cristo temos o triunfo sobre a serpente, pois Jesus ao morrer redime-nos da escravidão do demônio;   

3º MISTÉRIO DA LUZ: Meditemos sobre o anúncio do Reino de Deus e o convite de Jesus à conversão.

         O início da pregação do Evangelho foi marcado por um apelo de Jesus: “Convertei-vos e crede no Evangelho(Mc 1,15), daí a necessidade da conversão. Assim, Jesus iniciou sua pregação anunciando o advento do Reino de Deus convidando à conversão e perdoando os pecados de quem se dirige a Ele com humilde confiança.  É o início do ministério de misericórdia que Ele prosseguirá exercendo até o fim do mundo, especialmente através do Sacramento da Reconciliação confiado a sua Igreja (cf. Jo 20,22-23). A conversão é um processo permanente de transformação da própria conduta e tem como meta a santificação. A conversão não é feita apenas de boas intenções, mas, sobretudo com atitudes concretas que alterem a forma de viver. Peçamos, portanto, ao Espírito de Deus o dom da conversão para que, pelo processo de santificação, possamos produzir bons frutos em nossa família, no trabalho, na igreja e na sociedade;


4º MISTÉRIO DA LUZ: A transfiguração de Jesus.

A partir do dia em que Pedro confessou que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo, o “Mestre começou a mostrar a seus discípulos que era necessário que fosse a Jerusalém e sofresse... que fosse morto e ressurgisse ao terceiro dia” (Mt 16,21); Pedro rechaça este anúncio, os demais também não compreenderam. É neste contexto que se situa o mistério da Transfiguração: o rosto e as vestes de Jesus tornam-se fulgurantes de luz, Moisés e Elias apareceram, “falavam de sua partida que iria se consumar em Jerusalém” (Lc 9,31). Uma nuvem luminosa os cobre e uma voz do céu diz: “Este é o meu Filho, o Eleito; ouvi-o” (Lc 9,35).
“Por um instante, Jesus mostra sua glória divina, confirmando, assim, a confissão de Pedro. Mostra também que, para entrar em sua glória (cf. Lc 24,26), deve passar pela cruz em Jerusalém. Moisés e Elias haviam visto a glória de Deus sobre a montanha (cf. Ex 24,15-16; 1Rs 19,8-9); a Lei e os profetas tinham anunciado os sofrimentos do Messias. A Paixão de Jesus é sem dúvida a vontade do Pai: o Filho age como servo de Deus. A nuvem evidencia a presença do Espírito Santo. Assim, na Transfiguração a Trindade inteira manifesta-se: o Pai, na voz; o Filho, na pessoa de Jesus; o Espírito Santo, na nuvem luminosa”;

5º MISTÉRIO DA LUZ: Meditemos sobre a Eucaristia.

Na véspera de sua paixão e morte Jesus reúne seus discípulos no cenáculo e, enquanto estavam comendo, tomou o pão e pronunciou a bênção, partiu-o, deu-o aos discípulos e disse: “Tomai, comei, isto é o meu corpo”. Em seguida, pegou um cálice, deu graças e passou-o a eles, dizendo: “Bebei dele todos, pois este é o meu sangue da nova aliança, que é derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados” (Mt 26,26-28).
Jesus, nessa ocasião da última ceia, lavou os pés dos discípulos e, despedindo-se dos seus, disse-lhes: “Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13,34-35).
“Para deixar-lhes uma garantia deste amor, para nunca afastar-se dos seus e para fazê-los participantes de sua Páscoa, instituiu a Eucaristia como memória de sua morte e de sua ressurreição, e ordenou a seus discípulos que a celebrassem até a sua volta, “constituindo-os então sacerdotes do Novo Testamento” (cf. Lc 22,7-20; 1Cor 11,23-26; At 2,42-46; 20,7). “O Sacramento da Ordem aí está, para perenizar, tornar sempre presente esse Mistério Pascal, pelo poder que faz os ministros agirem na pessoa do Cristo, representando-o através de suas palavras, do seu amor, dos seus gestos salvíficos”;


ORAÇÃO DE INTENÇÕES:

Ó Senhor, nosso Deus e Pai Santíssimo, renovai em vossos filhos adotivos a graça batismal para que amadureçam na fé, sejam santificados como membros de Cristo, templos do Espírito e co-herdeiros do Reino de Deus.
Derramai infinitas graças sobre aqueles que vós amais e que ainda não vos amam. Tocai-nos com Vosso Espírito, iluminai nossas mentes para que possamos compreender Vossa Palavra; livrai-nos de todo o mal, das tentações, dos maus pensamentos e restaurai nossa parte afetiva; concedei-nos o dom de perdoar aqueles que magoaram e feriram nosso coração, retirai todas as marcas negativas e, sobretudo, o ressentimento, a tristeza e a depressão. 
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!  



Um comentário:

  1. Muito bom, vou utilizar quando rezar os mistérios luminosos no terço, obrigada.

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