quinta-feira, 7 de outubro de 2010

MISTÉRIOS GLORIOSOS

1º MISTÉRIO GLORIOSO: Meditemos sobre a ressurreição de Jesus e sua aparição aos discípulos.

Cristo ressuscitou com seu próprio corpo, mas Ele não voltou a uma vida terrestre, pois o Pai o glorificou. Da mesma forma que nele, todos ressuscitarão com o próprio corpo que têm agora, porém esse corpo será “transfigurado em corpo de glória”, em “corpo espiritual” (cf. 1Cor 15,44).      
Jesus nos inspirou grande confiança e esperança quando nos disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que venha a morrer, viverá” (Jo 11,25; 6,35-40; 47-54). Esta verdade é a fonte de nossa esperança e de nossa alegria. Que paz ela traz ao nosso coração, enquanto caminhamos diariamente para a nossa própria ressurreição.
“Não é o encontro com Jesus vivo e ressuscitado que converte e fascina tantos homens e mulheres, que desde o início do cristianismo continuam a deixar tudo para o seguir e pôr a própria vida ao serviço do Evangelho? “Se Cristo não ressuscitou é vã a nossa pregação e vã a nossa fé” (1Cor 15,14). Assim, devemos constantemente renovar a nossa adesão a Cristo morto e ressuscitado por nós: a sua Páscoa é também a nossa Páscoa, porque em Cristo ressuscitado nos é dada a certeza da nossa ressurreição”;


2º MISTÉRIO GLORIOSO: Meditemos sobre a Ascensão de Jesus ao céu.

Com a ascensão culmina a exaltação de Cristo, que já se realiza na Ressurreição, e que constitui, juntamente com a Paixão e a Morte, o mistério pascal. Mesmo desaparecendo aos olhos dos Apóstolos, Jesus continua presente na sua Igreja, pelo dom do Espírito Santo e no sacramento da Eucaristia. Com a ascensão, Jesus Cristo leva toda a riqueza de sua convivência conosco para junto do Pai, na glorificação de Sua natureza humana, pela qual nossa natureza é glorificada. Naquela hora Cristo deve ter experimentado uma profunda alegria suscitada pelo sentimento da missão cumprida, cuja essência é revelar-nos o Pai e nos fazer amá-lo.
O Senhor Jesus subiu aos céus, para estar sentado à direita do Pai, (cf. Rm 8,34; Hb 10,12; Sl 110 (109),1) porque o Seu corpo, que pela Ressurreição estava dotado da glória imortal, não era adequado à morada nesta vida terrena, mas para tomar posse do trono altíssimo da Sua Glória. A Ascensão representa o reconhecimento do triunfo e exaltação de Cristo por parte do mundo celestial: É justo que a Santa Humanidade de Cristo receba a homenagem, a aclamação e a adoração de todas as hierarquias dos Anjos e de todas as legiões dos bem-aventurados da Glória;


3º MISTÉRIO GLORIOSO: A descida do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os discípulos.

Cinqüenta dias depois da Páscoa, cumpre-se a promessa de Jesus: “Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava” (At 2,1-4).
Este acontecimento maravilhoso e extraordinário inunda a vida dos discípulos de Jesus com uma luz jamais experimentada. A vinda do Espírito Santo provocou em todos os presentes uma compreensão mais profunda das maravilhas de Deus. “O Espírito Santo é a alma da Igreja. A ela Ele foi dado como garantia de seu caminho, de modo que o mal nunca prevaleça contra a Igreja, e os discípulos, unidos aos seus pastores, conheçam com segurança os caminhos do Senhor e tenham força para colocá-los em prática. O Espírito Santo é Deus com o Pai e o Filho. Ele é o amor que existe entre o Pai e o Filho. Ele procede do Pai e do Filho”;


4º MISTÉRIO GLORIOSO: Meditemos sobre a triunfante Assunção de Nossa Senhora ao céu.

João Paulo II, em Catequese sobre Nossa Senhora, diz que São Paulo, na 1ª Carta aos Coríntios, faz uma espécie de comentário aprofundado do mistério da Assunção: “Mas a verdade é que Cristo foi ressuscitado, e isso é a garantia de que os que estão mortos também serão ressuscitados. Porque, assim como por meio de um homem (Adão) veio a morte, assim também por meio de um homem (Cristo) veio a ressurreição. Assim como, por estarem unidos com Adão, todos morrem, assim também, por estarem unidos com Cristo, todos ressuscitarão. Porém cada um será ressuscitado na sua vez: Cristo, o primeiro de todos; depois os que são de Cristo, quando ele vier” (1Cor 15,20-23; cf. 1Cor 15,53-55).
        “Maria é a primeira dentre ‘os que são de Cristo’. No mistério da Assunção, Maria é a primeira a receber a glória; a Assunção representa quase o coroamento do mistério pascal (paixão, morte e ressurreição de Jesus). Cristo ressuscitou vencendo a morte, conseqüência original, e abraça com a sua vitória todos aqueles que aceitam com fé a Sua ressurreição. Antes de tudo, abraça Sua Mãe, libertada da herança do pecado original mediante a morte redentora do Filho na cruz. Hoje, Cristo abraça Maria, Imaculada desde a sua concepção, acolhendo-a, no céu, no corpo glorificado quase que a aproximar-lhe o dia do seu regresso glorioso à terra, o dia da ressurreição universal, esperada pela humanidade”;


5º MISTÉRIO GLORIOSO: Meditemos sobre a coroação gloriosa de Nossa Senhora como Rainha do céu e do universo.

“Então abriu-se o Templo de Deus no céu, a Arca da Aliança apareceu no Seu Templo... Depois, apareceu um grande sinal no céu: uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos seus pés e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça” (Ap 11,19 e 12,1).
 “Essa visão do Apocalipse contempla Maria não só como Rainha de toda a criação, mas como Mãe da Igreja. E como Mãe da Igreja, Maria elevada e coroada no céu, não deixa de ser envolvida na história da Igreja, que é a história da luta entre o bem e o mal. São João, o autor do Apocalipse, escreve: “Apareceu então outro sinal no céu: um grande dragão vermelho” (Ap 12,3). Este dragão (satanás) é conhecido pela Sagrada Escritura como inimigo da Mulher, desde os primeiros capítulos do livro do Gênesis (cf. Gn 3,14-15). No Apocalipse, o mesmo dragão coloca-se diante da Mulher que está para dar à luz, preparando-se para lhe devorar o filho apenas ele nascesse (cf. Ap 12,4). O pensamento dirige-se de modo espontâneo para a noite de Belém e para a ameaça que a ordem perversa de Herodes representava para a vida de Jesus recém-nascido, a qual mandava “matar todos os meninos de Belém e de todo o território vizinho, da idade de dois anos para baixo” (Mt 2,16);


ORAÇÃO DE INTENÇÕES:

Ó Senhor, nosso Deus Altíssimo, o Pentecostes mostra a primeira comunidade de cristãos reunida com a Mãe de Jesus e fortalecida pela poderosa efusão do Espírito Santo, pronta para a missão evangelizadora.
Pela intercessão da Virgem Maria, a Mãe de Deus e Mãe do meu Salvador, renovai nos dias atuais o vigor de Pentecostes: Vinde ó Espírito Santo! Tocai nossos corações, inundai nossas almas e fortalecei-nos com Vossa presença; iluminai nossas mentes para que possamos vivenciar nas nossas relações cotidianas o que escutamos e pedimos em oração; libertai-nos de toda fraqueza, das enfermidades físicas e espirituais (vícios, concupiscência, mágoa, depressão); lavai-nos com a água da cura e do amor, convertei-nos e restaurai nossas almas. 
Nós vos suplicamos ó Pai Santo, por Jesus Cristo, vosso Filho amado, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém! 

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