quinta-feira, 7 de outubro de 2010

MISTÉRIOS DOLOROSOS:

1º MISTÉRIO DOLOROSO: Meditemos sobre a agonia de Jesus no horto das oliveiras.

         Antes de dirigir-se ao horto das oliveiras onde teve início aquela noite de agonia em que sofre terrivelmente por  nossos pecados, Jesus nos inspirou grande confiança e esperança  quando, ao   despedir-se desta vida, proferiu o “sermão de   adeus” ou “oração   sacerdotal”: “Pai, chegou a hora. Glorifica o teu  Filho, para que o teu  Filho te glorifique a ti, e, porque lhe deste poder sobre   todo homem, ele    dê a vida eterna a todos aqueles que lhe confiaste. Ora, a   vida eterna é  esta: que eles te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e  àquele  que tu  enviaste, Jesus Cristo. Eu te glorifiquei na terra e levei a   termo a obra que me deste   para fazer. E agora, Pai, glorifica-me junto de ti, com a  glória que  eu tinha junto de ti antes que o mundo existisse...” (Jo  17,1-5).  “Não te rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste,   porque são teus.  Tudo o que é meu é teu e tudo o que é teu é meu. E eu  sou glorificado neles... “Pai   santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por  aqueles que vão crer  em mim pela sua palavra... Pai, aqueles que me deste,  quero que estejam comigo  onde eu estiver, para que eles contemplem a minha glória,  glória que tu me  deste porque me amaste antes da fundação do  universo” (Jo 17,9- 10.20.24);
 

2º MISTÉRIO DOLOROSO: Meditemos sobre a sangrenta flagelação de Jesus atado à coluna.

         Os açoites ou flagelação, eram aplicáveis apenas aos escravos e rebeldes a Roma; o flagelo usado era feito de tiras de couro, com pedaços de ferro e de osso fixados nas pontas e, a cada golpe, provocava feridas profundas e abundante sangramento. Imaginemos a cena cruel: Jesus despojado das vestes até a cintura, inclinado sobre a coluna, com as mãos atadas às argolas. O profeta Isaias descreve com muita precisão (cerca de 760 anos a.C.) o Servo do Senhor no momento em que realiza sua missão de libertar o povo dos pecados e de torná-lo agradável a Deus. Como um cordeiro inocente, carregado dos delitos do seu povo, em silêncio, Jesus se deixa conduzir ao matadouro (cf. Is 53,1-12). E é de sua morte, aceita livremente, que provém a justificação para todas as pessoas. O dramático encontro com Pilatos mostra Jesus silencioso, enquanto a autoridade, naquele momento a serviço do pecado do mundo que cega o povo, decide sua morte e o condena a flagelação;


3º MISTÉRIO DOLOROSO: A coroação de espinhos de Jesus.

         “Enquanto Jesus era submetido a escárnios pelos soldados no pretório, Pilatos tentava conciliar o interesse de não comprometer sua posição política com seu dever de salvar um inocente. Nessas circunstâncias, Jesus em atitude de paz, doçura e dignidade, mas extremamente maltratado, exausto, o corpo dilacerado pelos açoites, o rosto cheio de hematomas e escarros, a cabeça perfurada por espinhos da coroa, uma vara como cetro nas mãos e um velho manto de púrpura sobre os ombros, foi trazido à presença de Pilatos. Este, diante da multidão, diz: “Ecce homo!”,  querendo dizer, “Eis o Homem!”, ou seja: vede em que estado de impotência está reduzido o homem que acusais de sublevar o povo contra a dominação romana!52. Esta imagem em que Jesus é lançado no maior desprezo ficou como símbolo vivo da dor humana, sob a invocação de “Ecce homo”. O Papa João Paulo II ao citar essa invocação diz: nesse desprezo, revela-se não somente o amor de Deus, mas o próprio sentido do homem; “Ecce homo” (em latim, eis o Homem), expressa o verdadeiro sentido do ser humano, ou seja, quem quiser conhecer o homem deve saber reconhecer o seu sentido, a sua raiz e o seu cumprimento em Cristo, Deus que se rebaixa por amor “até a morte, e morte de cruz”;


4º MISTÉRIO DOLOROSO: Meditemos sobre Jesus carregando a cruz a caminho do Calvário.

         Levaram Jesus para o Calvário, uma colina fora dos primitivos muros de Jerusalém, a fim de que o sangue de um condenado não manchasse o território da Cidade Santa. Nesse percurso, Jesus exausto, profundamente abalado pela perda de sangue ocorrida na flagelação, respiração ofegante, rosto desfigurado e banhado de sangue e suor cai três vezes sob o peso da cruz, segundo a tradição da Via-Sacra, por isso obrigaram Simão Cireneu a levar a cruz atrás dele. “Seguindo Cristo no caminho para o Calvário, o homem aprende o sentido da dor salvífica... Como contemplar a Cristo carregado com a cruz ou crucificado, sem sentir a necessidade de se fazer “cireneu” em cada irmão abatido pela dor ou esmagado pelo desespero?”


5º MISTÉRIO DOLOROSO: Meditemos sobre a crucificação e morte de Jesus.

         Juntamente com as marteladas que cravam Jesus, ressoam as palavras proféticas do Salmo: “transpassaram as Minhas mãos e os Meus pés, contaram todos os Meus ossos. E eles mesmos olham para Mim e contemplam, repartem entre si as minhas roupas e sobre minha túnica tiram a sorte” (Sl 22 (21),17-19; cf. Lc 23,34).Jesus nos instantes finais de sua vida, ensangüentado e chagado dos pés à cabeça, no ápice da sua dor, quando poderia, por sua natureza humana, ser levado a se revoltar contra a injustiça de sua condenação e do terrível suplício, dirige a seu Pai uma afetuosa oração: “Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34). Com estas palavras Jesus pede perdão não só para aqueles que o crucificaram, mas também para aqueles que com os seus pecados foram causa da sua crucificação, isto é, para todos os pecadores; Jesus veio a este mundo assumir de modo completo nossos pecados para nos trazer a salvação. Esta é a prova suprema do amor, da misericórdia e da justiça perfeita de Deus (cf. Lc 23,34);


ORAÇÃO DE INTENÇÕES:

         Que a vossa poderosa mão ó Cristo Jesus, derrame infinitas graças sobre as pessoas cujos nomes vêm ao nosso coração, bem como sobre aquelas que estão desviadas da vossa Igreja; que elas sejam tocadas com a luz e a força do Espírito Santo e recebam a graça da conversão com adesão aos valores do Evangelho e ao serviço do vosso Reino.    Sabemos, ó Pai de infinita bondade, que cada irmão excluído e marginalizado em nossa sociedade é parte do mesmo Corpo de Cristo ao qual pertencemos. Abençoai todos esses irmãos que sofrem: os pobres e famintos que residem em favelas, os moradores de rua, os encarcerados, os portadores de necessidades especiais, aqueles que padecem por velhice, desemprego, injustiça e conflitos familiares, para que encontrem alívio e conforto no amor misericordioso de Deus. Nós vos suplicamos ó Pai, por Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém!

Nenhum comentário:

Postar um comentário